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Custo do m² por estado: o que o SINAPI mostra

Por Construção ConectadaPublicado em

Publicado originalmente no Instagram em 04/10/2026. Adaptado e ampliado para este blog em 31/10/2026.

O que o SINAPI diz sobre cada estado

Quem orça obra em mais de um estado sabe que o metro quadrado não custa o mesmo em toda parte. O que nem sempre se tem à mão é a medida dessa diferença. A tabela 2296 do IBGE, que reúne o SINAPI, publica o custo médio do m² em moeda corrente para o Brasil e para cada unidade da federação, mês a mês.

Este artigo amplia um infográfico que a Construção Conectada publicou no Instagram em 4 de outubro de 2026, com dados de agosto. A coleta foi refeita em 31/10/2026 e traz setembro de 2026, o mês mais recente disponível. O SINAPI é calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa e é atualizado todo mês.

Os extremos e alguns pares de comparação

Em setembro de 2026, o menor custo médio do m² entre os estados era o de Sergipe, R$ 1.776,31, e o maior o do Acre, R$ 2.317,08. A diferença é de R$ 540,77 por metro quadrado, ou cerca de 30,4% sobre o valor de Sergipe, cálculo da casa. A peça original, com agosto, falava em 31%, com R$ 1.768,44 e R$ 2.309,23, e o número de hoje é ligeiramente menor porque a base avançou um mês.

A média nacional na mesma data era de R$ 1.999,73. A tabela mostra alguns estados escolhidos, com a diferença percentual em relação a Sergipe, calculada pela casa.

Custo médio do m² por estado, set/2026, em R$ (IBGE, SINAPI, tabela 2296)
EstadoCusto do m²Diferença sobre Sergipe
Sergipe1.776,31referência
Espírito Santo1.805,091,6%
Minas Gerais1.866,175,1%
São Paulo2.093,4517,8%
Rio de Janeiro2.177,7622,6%
Santa Catarina2.251,6026,8%
Acre2.317,0830,4%

Pares que ajudam a ler a diferença

Entre São Paulo (R$ 2.093,45) e Minas Gerais (R$ 1.866,17), a diferença é de cerca de 12,2%, cálculo da casa. Santa Catarina (R$ 2.251,60) aparece acima do Rio de Janeiro (R$ 2.177,76), em cerca de 3,4%, o que mostra que o custo não segue a ordem de tamanho do mercado.

A leitura útil é que o custo de referência tem geografia. Uma incorporadora com lançamento em duas capitais, ou uma indústria que amplia a planta em outro estado, não deveria orçar as duas obras com um valor só.

O que o número por estado não decide

O custo médio por estado é uma média do SINAPI, e não o preço de uma obra. Dentro de um mesmo estado, a capital e o interior, o padrão construtivo e a época de contratação mudam o resultado. Por isso a série serve para comparar praças e acompanhar tendência, e a composição de custo da obra continua sendo feita com preços e produtividade próprios.

O mapa de custos também não é fixo. Entre agosto e setembro de 2026 os valores mudaram em todos os estados, e a ordem dos extremos permaneceu, mas pares intermediários podem se aproximar ou se afastar. Quem guarda a tabela de um mês só e a usa por semestre trabalha com um mapa que envelheceu.

Vale lembrar que o IBGE publica o dado por unidade da federação, e não por cidade. A distância entre a capital de um estado e uma cidade distante dela, com frete de material e mobilização de equipe diferentes, não aparece na série. Quem orça fora das capitais precisa tratar o número estadual como piso de conversa e completar com cotações locais.

Há ainda o cuidado de comparar sempre o mesmo mês. O SINAPI é atualizado mensalmente, e comparar o valor de um estado em um mês com o de outro em outro mês cria diferenças que a série não tem.

Quantitativo de um lado, preço do outro

O quantitativo de uma obra, a quantidade de cada item, vem do projeto e não depende do estado. O que muda com a praça é o preço aplicado a essa quantidade. Quando as duas coisas ficam separadas, trocar o terreno ou a cidade muda o orçamento sem refazer o levantamento.

Isso importa especialmente para quem avalia onde expandir. Um grupo industrial com duas possíveis cidades para uma nova planta, ou uma incorporadora que decide em qual capital lançar primeiro, pode rodar o mesmo quantitativo sobre as duas referências de praça e ver a diferença de custo direto antes de discutir terreno, logística e mercado. A conta não decide sozinha, mas tira da conversa um motivo de discussão que a medição resolve.

Com o quantitativo extraído do modelo e a referência de custo aplicada por praça, dois terrenos podem ser comparados com a mesma base de quantidade dos dois lados. A decisão fica mais clara porque a diferença vem do preço do lugar, e não de um levantamento feito de dois jeitos.

O que fazer na segunda-feira

Abra a tabela 2296 do SIDRA no nível das unidades da federação e anote o valor dos estados onde a sua empresa tem ou pretende ter obra. Compare com a referência que o seu orçamento usa hoje e veja se ela é a da praça certa. Se a sua empresa quer conversar sobre quantitativo extraído do modelo e orçamento por praça, escreva para a Construção Conectada pelo WhatsApp +55 11 93262-8591 ou em construcaoconectada.com/contato.

Perguntas frequentes

Qual estado tem o menor custo do m² no SINAPI?

Na coleta de 31/10/2026, o mês mais recente era setembro de 2026, e Sergipe tinha o menor custo médio do m², R$ 1.776,31, segundo a tabela 2296 do IBGE. O ranking pode mudar nos meses seguintes, pois a série é atualizada mensalmente.

Qual estado tem o maior custo do m²?

Em setembro de 2026, o Acre tinha o maior valor, R$ 2.317,08 por metro quadrado, cerca de 30,4% acima de Sergipe, cálculo da casa. Consulte a tabela 2296 do SIDRA para o mês mais recente no momento em que você lê.

Posso orçar uma obra com o custo médio do Brasil?

Pode como referência inicial, mas a média nacional esconde diferenças entre praças. A diferença entre os extremos passa de 30%. Para orçar, use a referência do estado e, melhor ainda, composições com preços da cidade.

O SINAPI traz o preço da minha obra?

Não. O custo médio do m² é uma média de referência para acompanhar tendência. O preço da obra depende de projeto, padrão, região, produtividade e contrato, e sai de composições próprias com data-base.

De onde vêm os dados por estado?

Da tabela 2296 do SIDRA, do IBGE, que reúne o SINAPI calculado com a Caixa. Os valores deste artigo foram coletados na base do IBGE em 31/10/2026, com conferência do nome da variável devolvida.

Fontes

  1. IBGE, SIDRA, tabela 2296, custo médio do m² (variável 48) por unidade da federação, setembro de 2026 (coleta de 31/10/2026) (acessado em 31/10/2026)
  2. IBGE, SIDRA, tabela 2296, custo médio do m² (variável 48), Brasil, setembro de 2026 (coleta de 31/10/2026) (acessado em 31/10/2026)
  3. IBGE, API de agregados, metadados da tabela 2296 (SINAPI, custo médio do m², periodicidade mensal, período até 2026-09) (acessado em 31/10/2026)

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